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rock’n’roll

Mexendo aqui, achei esse post como rascunho. Tinha mais fotos com essas poses, mas como meu HD antigo estragou, postarei assim mesmo.

“Sei que faz muito tempo que não posto nada aqui, eu espero (e quero muito) que agora eu tenha mais empenho de sempre postar algo novo.
Bom, estava dando uma olhada nas minhas fotos e eu percebi que tenho muita foto fazendo o sinal do rock’n’roll, e então, resolvi colocar elas aqui no blog…

 

Beijinhos

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Livraria Cultura e o Jeito Censura de Ser!

(Foto: Tania Meinerz)

Bom, hoje vou usar o meu blog pessoal pra falar sobre algo que aconteceu na minha vida recentemente, o meu desligamento da Livraria Cultura.

Há algum tempo (exatamente um ano e quatro meses) fui chamada para abrir a loja daqui de Curitiba como Operadora de Caixa, fiquei muito contente por se tratar da LC, uma empresa que tinha uma boa reputação e era conhecida pelo bom atendimento, o chamado ‘Jeito Cultura de Ser’.  Eu e meus colegas ficamos duas ou três semanas tendo treinamentos antes da inauguração, pois para eles não bastava atender o cliente, você tinha de encanta-lo, isso valia tanto para clientes externos como internos também. Eu me lembro da frase “na Cultura não é só o cliente que tem razão, vocês serão tão bem tratados quanto eles”, isso não durou muito né? Ajudei a carregar caixas, colocar livros nas estantes, enfrentar poeiras (e eu sofro de renite!) não nos deram nem água durante esse processo, mas ok, abrimos a loja.  A inauguração foi linda, era maravilhoso ver a satisfação dos clientes, todos estavam felizes e empolgados.

Após alguns meses de loja aberta começou o que iria se repetir até os dias de hoje: a rotatividade de funcionários devido aos baixos salários. Eu, que gostava e ainda tinha esperanças de que as coisas melhorassem, continuei mesmo com as péssimas condições de trabalho. O quadro de funcionários do caixa era de doze operadores, mas muitas vezes abríamos a loja com apenas dois ou três. O salário não passava de R$650,00. Com um ano de empresa, e após quatro meses de pedidos recorrentes (e, literalmente, ignorados) ao gerente, finalmente me passaram para o setor de vendas.

Comecei 2013 como vendedora e logo entendi as reclamações dos meus colegas sobre a comissão e o faturamento.  Na minha carteira de trabalho esta  ‘comissionada com 0,075% sobre o faturamento’, mas olha que engraçado, nunca ninguém teve acesso ao faturamento da loja e por incrível que pareça a de Curitiba nunca batia a “meta” (que era divulgada em produtos e não em valor real, logo, também não tínhamos controle sobre tal meta). Por essa razão, era impossível calcular o valor correto da comissão que era sempre muito baixa, resultando sempre no salário base de R$1.000,00 que com os descontos chegava a R$850,00.

Em abril, minha ex-colega Elisa Mousa mandou um correio interno (link aqui) endereçado ao diretor e todos os colaboradores da rede, compartilhando as reclamações frequentes dela e de todos os colegas de Curitiba, poucas horas depois, foi desligada da empresa sem maiores explicações. Não só ela, funcionários com até onze anos de empresa (de outras lojas da rede) que responderam o correio também foram demitidos. Com a saída da Elisa e os demais colaboradores o clima de censura pairou sobra a loja.  Foi criada a página Jeito Censura de Ser, um espaço onde os colaboradores poderiam compartilhar suas opiniões, mas foi a partir daí que começou realmente a censura. Quem comentava, compartilhava ou curtia qualquer coisa da página, era mandado embora, e foi assim que fui desligada da empresa, sem qualquer satisfação. Dez dias depois da minha saída, os que sobraram foram chamados para uma reunião no teatro e lá foram informados que também estavam sendo desligados da empresa.  Nesses dez dias vieram de outras cidades funcionários que concordavam com a politica da loja para dar um “auxilio” aos que tinham sobrado, mas o que aconteceu na verdade foi que eles desautorizavam os vendedores de Curitiba, inclusive na frente de clientes, e delatavam os mesmos para os gestores. Nem mesmo uma gestante foi poupada.

No dia 11 de Maio voltei na loja para comprar alguns itens reservados, e após cerca de meia hora, encontrei uma ex-colega que ao me abraçar perguntou se eu tinha notado que estava sendo seguida por um PP (nome dado aos seguranças da LC), olhei pra trás e lá estava ele. Me senti extremamente constrangida. Descobri ser um relato frequente de ex-colaboradores.  Encontrei a única caixa que havia sobrado e ela me relatou que todos que ali trabalhavam receberam uma ordem “de cima” proibindo a conversa conosco, os que foram mandados embora. Além disso, soube que fomos alvos de piadas por parte dos gestores e intercambistas (os vendedores vindos de outras lojas da rede).

Legal é que eles perderam tanta gente boa (a Cultura era conhecida por ter vendedores que conheciam o que vendiam, falavam outras línguas, possibilitando ‘encantar’ até mesmo clientes estrangeiros, etc) por se recusarem a pagar um pouco melhor, mas não pensaram duas vezes em gastar com rescisões, intercambistas em hotel, indenizações pra gestante. E com a repercussão que o assunto esta dando na internet foi possível ver que não é só em Curitiba que isso acontece.

Se vocês puderem divulgar pra que todos saibam que, apesar de linda, a Livraria Cultura que não valoriza nem mesmo aquelas pessoas que a fazem funcionar, que “encantam” os clientes e vendem cultura, de “cultura” só tem o nome.

ps: link da noticia divulgada pelo jornal da UFPR. Jornal Comunicação

(9685/JPVAIN/VENDAS – IDIOMAS/ 1425)

um agradecimento a Brunna Klauberg que me ajudou com o post.